Longping High-Tech lança Forseed, sua nova marca premium de sementes

Créditos Fernando Lucania Divulgação

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A Longping High-Tech apresentou no último dia 29 de maio sua nova marca comercial que irá abrigar o portfólio de híbridos de milho que até 1º de dezembro de 2017 eram comercializados com a marca Dow Sementes. O anúncio da Forseed aconteceu durante a Convenção de Franquias 2018, realizada em Campinas (SP) nos dias 27 a 30 de maio.

Além dos franqueados das duas marcas, Morgan e Forseed, o evento reuniu também os principais clientes estratégicos da companhia no Brasil e serviu para apresentar o reposicionamento da Longping High-Tech no Brasil, que abandona o nome local LP Sementes para adotar o nome global pelo qual a empresa já e conhecida nos Estados Unidos e na Ásia.

Mozart Fogaça Júnior, diretor-geral para América Latina da LongpingHigt-Tech, explica que foi sentida a necessidade de associar a empresa brasileira à companhia global Yuan Longping High-Tech AgricultureCo., por isso o reposicionamento. Além disso, era o momento oportuno para o anúncio da nova marca de sementes. “Estávamos trabalhando parte de nosso portfólio com a Morgan e outra parte vínhamos trabalhando mesmo sem marca. Então, trouxemos também para a convenção toda a nossa equipe comercial e parceiros para lançarmos a Forseed”, justifica o executivo.

Sucesso

A Forseed já nasce com 12 produtos em catálogo, sendo cinco lançados em 2018 e sete híbridos que já faziam parte de seu portfólio. Desta forma, a Longping High-Tech passa a contar com duas marcas comerciais premiums globais: Forseed e Morgan.

A estratégia da companhia não muda. A Longping é a única empresa do mercado com duas marcas premiums (Morgan e Forseed). “Outras empresas até têm mais de uma marca, mas sendo uma premium e as demais inferiores”, compara o gerente geral para América Latina.

A necessidade de duas marcas se dá porque o agricultor de milho e soja, especialmente, tende a nunca apostar em uma única cultivar para evitar a perda de resistência a doenças e assim se assegurar melhor. “Tendo duas marcas conseguimos ocupar um espaço maior dentro da propriedade do agricultor”, justifica o executivo.

A Longping High Tech é e continuará sendo exclusivamente uma empresa de sementes, sem intenção de entrar no mercado de defensivos ou algo assim, seja no Brasil ou no mundo.

Para breve

Além da presença imediata da nova marca no Brasil, a Longping High-Tech planeja iniciar em breve a expansão das marcas para a América Latina. “A Forseed será uma marca global de milho e nossa meta atual é voltar a ser líder de mercado no Brasil. Nos próximos três anos focaremos fortemente na cultura, consolidaremos nossa posição e em seguida colocaremos no mercado outras plataformas, como soja e sorgo. Para isso, a Longping High-Tech está atenta a novas possibilidades de aquisições”, revela Mozart Fogaça Junior.

Mozart Fogaça Junior, diretor-geral América Latina da Longping High-Tech

Mozart Fogaça Junior, diretor-geral América Latina da Longping High-Tech

A Longping é a sétima empresa de sementes do mundo, o que é algo muito forte no mercado global, e lidera vários mercados, como o de sementes híbridas de arroz, de vegetais e de milho na China. Apenas em 2017, a Longping comprou cinco empresas de sementes no mundo, sendo uma delas a divisão da Dow Agrosciences, passando a atuar também no mercado de sementes de algodão, canola, trigo e milheto.

Com a missão de levar aos agricultores brasileiros produtos de alta tecnologia, capazes de responder às especificidades de cada microclima, tipo de solo, época de plantio e pressão de pragas e doenças, e a fim de entregar mais produtividade com estabilidade de produção, a Forseed está pronta para levar ao agricultor as sementes mais adequadas à sua realidade, antecipando necessidades e antevendo as tendências do mercado.

Por que Forseed?

 

Para a escolha do nome Forseed, uma agência especializada em branding realizou um trabalho junto aos principais clientes, produtores, distribuidores, cooperativas e público interno da empresa, alguns com até 23 anos de casa. “Como a marca que trabalhávamos foi dividida ao meio e uma metade foi vendida, ficamos com parte do portfólio sem marca. O trabalho visou decifrar o que as pessoas entendiam e esperavam que deveria ser a nova marca, surgindo assim a Forseed, focada em posicionamento de produtos para extrair o máximo do potencial produtivo de cada área e de cada cliente”, explica Aldenir Sgarbossa, líder de Marketing da Longping High-Tech no Brasil.

Aldenir Sgarbossa, lider de marketing da Longping High-Tech para marca Forseed

Aldenir Sgarbossa, lider de marketing da Longping High-Tech para marca Forseed

Forseed vem da junção do prefixo Fore, das palavras forecast, foresee, que remetem a previsibilidade, assertividade e especificidade com a palavra seed (semente). A marca tem investido muito em desenvolvimento de produtos, pesquisas e cobertura comercial de campo a fim de colocar toda essa experiência dentro da propriedade do produtor. “Fazemos ações como dias de campo, palestras e treinamentos. Queremos estar na área do produtor, seja ela de um ou de cem hectares, e para isso sabemos que não podemos usar um único híbrido”, justifica Sgarbossa.

Atuação no Brasil

O Brasil é um gigante na produção de soja e milho, e as áreas são muito variáveis dentro da própria fazenda. Quando o produtor tem muitos talhões e grande áreas, os solos são diferentes no que diz respeito à fertilidade, por exemplo. Por isso ele não consegue trabalhar com um único produto. A especificidade existe e cresce muito nos plantios de milho no Brasil, tanto com auxílio de novos híbridos como de tecnologias.

Ao longo dos 20 anos, a empresa trabalhou especificidade, o que Sgarbossa considera ser o motivo de manter a marca forte no mercado até hoje. “Temos isso em nosso DNA e agora vamos ressaltar ainda mais. Nosso foco é produzir mais e melhor. Quando falamos em melhor é com relação ao controle de doenças, resistência a pragas, visando maximizar o potencial produtivo de cada área dos nossos clientes. Desta forma, ajudamos o agricultor a produzir com menos riscos”, explica.

Novo nome corporativo

A partir deste mês de junho, o nome corporativo Longping High-Tech passa a ser adotado pela empresa também no Brasil, assim como já acontece nos Estados Unidos e em toda a Ásia, inclusive na China. O nome LP Sementes deixa de existir.

Como Longping High-Tech, maior empresa de sementes da China, a companhia reforça no Brasil seu alinhamento global e marca o final de um ciclo de transição. “A agricultura é global e, adotando o nome Longping High-tech também no Brasil, nos preparamos para o avanço internacional da empresa”, explica o diretor Mozart Fogaça Júnior.

O plano de internacionalização da empresa envolve a integração dos bancos de germoplasma que a Longping High-Tech possui na Ásia, Estados Unidos e Brasil, o que amplia a capacidade da companhia de desenvolver novos híbridos para atender às necessidades da agricultura brasileira e mundial.

Do Brasil, a Longping High-Tech se expandirá para o mundo. A partir de 2019, vai operar também em outros países da América Latina. A empresa assume, a partir de agora, a missão de oferecer ao mercado brasileiro e da América Latina as mais modernas tecnologias disponíveis no segmento de sementes.

Zhang Xiukuan, presidente-executivo global da Yuan Longping High-Tech AgricultureCo., afirma que o Brasil é a plataforma para a globalização da empresa. “Nosso investimento no País é estratégico e de longo prazo. O Citic Group atua há mais de 20 anos no Brasil em outras áreas econômicas, como de construção civil, geração de energia e transporte, e temos obtido sucesso absoluto por meio de excelentes parcerias firmadas com empresas. Seguiremos essa mesma receita de sucesso no agronegócio”, conta o presidente, que diz acreditar muito na sinergia existente entre Brasil e China, dois gigantes do agronegócio.

A intenção é intensificar a relação de ganha-ganha entre os dois países nos próximos anos a partir da ampliação dos negócios entre eles. O Brasil é um dos mais importantes produtores de alimentos do mercado internacional, e a China precisará cada vez mais de alimentos para garantir a segurança alimentar da sua população. Além disso, não existe nenhum outro país do mundo com capacidade de aumentar a produção agrícola e pecuária como Brasil.

 Aldenir, Sgarbossa, Mozart Fogaça e Kevin Chen durante coletiva de lançamento da marca - Créditos Fernando LucaniaDivulgação

Aldenir, Sgarbossa, Mozart Fogaça e Kevin Chen durante coletiva de lançamento da marca – Créditos Fernando LucaniaDivulgação

Metas definidas

A meta da Longping High-Tech é promover um crescimento jamais visto nas áreas disponíveis para agricultura e pecuária a partir do uso de tecnologias intensivas já existentes e de introdução de novas tecnologias de domínio chinês. A China tem investido pesado em pesquisas biotecnológicas na última década. “Dominamos a biotecnologia por completo e traremos todas essas tecnologias e recursos para atender nossos clientes no Brasil”, assegura ZangXiujuan.

Com a mudança, a Longping High-Tech também passa a adotar no Brasil a assinatura CITIC Group, maior conglomerado econômico da China, principal controlador da Longping High-Tec e instituidor do CITIC AgriFund, fundo criado para investimentos em agronegócios que adquiriu os ativos da Dow AgroSciences no Brasil.

Melhor logística para o Brasil

Zhang Xiukuan conta que o CITIC Group estuda oportunidades de investimentos na área de logística, uma das barreiras brasileiras para a evolução veloz do agronegócio. “É possível baratear, agilizar e dar mais eficiência ao escoamento da safra. Olhamos para esse ponto com muita atenção”, afirma.

A experiência internacional do CITIC Group mostra que um dos fatores responsável por seu sucesso é manter um profundo respeito pela cultura local. Há uma relação amistosa e de respeito mútuo entre governos e povos. Zhang Xiukuan ressalta que o amplo comércio internacional entre os países é motivo de orgulho para o povo chinês, e que essa postura dentro da companhia reflete as excelentes relações diplomáticas que sempre existiram entre Brasil e China.

O CITIC Group é o maior conglomerado econômico da China e sua atuação no Brasil está alinhada com as  diretrizes de políticas de comércio internacional do governo central chinês. “Atuamos junto às lideranças da Longping High-Tech na América Latina na elaboração de estratégias, oferecendo todo o suporte necessário de tecnologia e capital. Ninguém sabe gerir melhor a nossa empresa no Brasil do que as lideranças locais”, enfatiza Xiujuan.

Líder de mercado

Em 2016, a empresa tinha liderança do mercado de milho safrinha no Brasil, mas perdeu em virtude da transição e divisão de mercado com a Dupont. Mas a meta agora é acelerar o crescimento novamente, como aconteceu de 2012 a 2016. “Daqui três anos, queremos voltar a ser líderes do principal mercado, que é a safrinha. Para isso, reestruturamos todo o time comercial, abrimos novas áreas, contratamos novos profissionais e reestruturamos as franquias. Em cinco anos, queremos dobrar o nosso marketshare, que atualmente é de 15% de um total de 17 milhões de sacos de milho produzidos no Brasil. Quando isso acontecer, seremos líderes de milho safrinha e também de milho no Brasil. Precisamos atingir produção de pelo menos 6 milhões de sacos de sementes em cinco anos, e já temos capital aprovado para investir em novas plantas para viabilizar essa produção. Em 2019 iniciaremos a construção dessas novas plantas”, detalha Mozart Fogaça Júnior.

Nova-marca-Longping-High-Tech-Créditos-Fernando-Lucania Divulgação

Nova-marca-Longping-High-Tech-Créditos-Fernando-Lucania Divulgação

Novos investimentos

As atuais plantas estão em Paracatu (MG), Cravinhos (SP), Jardinópolis (SP) e Janaúba (MG). Os locais para implantação das novas plantas estão sendo estudados e serão definidos pelo potencial produtivo da região e sua capacidade de fornecimento de água e energia. O principal Estado de safrinha no Brasil é o Mato Grosso, seguido do Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Para acelerar e impulsionar as pesquisas, serão abertas também novas estações experimentais nas principais regiões produtoras de milho, as quais já fazem parte da estratégia seguinte da empresa, a abertura de novas plataformas. O próximo mercado que visam entrar é o de sementes de soja.

Uma nova tecnologia chega ainda esse ano: o Powercore Ultra, uma melhoria da tecnologia Powercore, com mais robustez para o milho no Brasil.

Perspectivas chinesas sobre o Brasil

Mozart Júnior acredita que o Brasil vai continuar crescendo, que as plantas de etanol que estão sendo instaladas, principalmente no cerrado, vão modificar o cenário brasileiro aumentando a demanda por milho, e que no Mato Grosso a logística vai melhorar quando o milho passar a subir via BR 163, ao invés de descer para os portos do Sul e Sudeste. “Por esses motivos, esperamos que o milho continue crescendo a cada ano. Em 2018 acreditamos que o mercado da safrinha aumente em um milhão de hectares, o que é expressivo diante dos 12 milhões plantados em 2017. Somando à safra de verão, totalizaremos 18 milhões de hectares”, contabiliza.

A projeção do crescimento da área de milho acontece também em cima da produção de soja, que continua crescendo e se expandindo. “Esperamos que a área de milho cresça de 3 a 5% todo ano, seguindo a área de soja”, relaciona Fogaça Júnior.

Longping High-Tech

Longping High-Tech é empresa líder de sementes na China. Seu nome é uma homenagem a YUAN Longping, “Pai do Arroz Híbrido”, pesquisador da Academia de Engenharia da China que atua como presidente de honra da Longping High-Tech. Fundada em 1999, a empresa foi listada na Bolsa de Valores de Shenzhen em 2000. Sua atuação inclui os mercados de sementes de arroz híbridas, milho, vegetais e trigo, entre outros.

A LongPing estabeleceu centros de P&D nas Filipinas, Índia, EUA e Paquistão, entre outros, e filiais nas Filipinas, Índia e Timor-Leste, ampliando suas relações comerciais em todo o mundo.

CITIC AgriFund

O CITIC AgriFund foi instituído em 2016 e se dedica a identificar empresas de alta qualidade, promissoras e de tamanhos ideais dentro da cadeia industrial agrícola moderna, compatíveis com a estratégia agrícola do Grupo CITIC. O CITIC AgriFund fornece recursos pós aquisição (ou em aquisição conjunta com CITIC) para auxiliar a integração industrial.

O CITIC AgriFund também busca diversas oportunidades de investimento como aquisição única ou conjunta de empresas listadas, investimento em ativos de alta qualidade para abertura de capital, incubação de tecnologias com grande potencial e novos ativos agrícolas para abertura de capital, entre outros.

Essa matéria você encontra na edição de julho de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar.

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