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Qual a solução para a requeima da batata?

I OFICINA DE PROCESSAMENTO DE DADOS PARA AGRICULTURA DE PRECISÃO

Autores

Carlos Antônio dos Santos
Engenheiro agrônomo e doutorando em Fitotecnia – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
carlosantoniods@ufrrj.br
Rita de Cássia Silva
Discente de Agronomia – UFRRJ
Evandro Silva Pereira Costa
Engenheiro agrônomo e doutor em Fitotecnia/Produção Vegetal

Fotos: Jesus G. Töfoli

Rápido desenvolvimento e alto potencial destrutivo caracterizam a requeima como uma das mais importantes e agressivas doenças da batata. Os fungicidas desempenham um papel decisivo no controle da requeima, uma vez que a maioria das cultivares comerciais são suscetíveis à doença. As estratégias de controle envolvendo esses produtos têm o objetivo de prevenir ou reduzir a doença no campo, sendo necessário conhecer detalhadamente o potencial de controle desses produtos para alcançar os melhores níveis de controle em programas de aplicação ou sistemas de previsão de doenças.

Importância econômica

A batata é uma das hortaliças mais importantes para o agronegócio brasileiro e mundial. Dados do IBGE (2019) apontam que a produção brasileira de batata no ano passado foi de 3.847.037 toneladas, e com área cultivada de cerca de 126.999 hectares.

Para a obtenção de êxito na produção desta cultura, é necessário que sejam atendidos alguns cuidados que incluem a escolha da época de plantio, obtenção de material propagativo de qualidade, cuidados na adubação e irrigação e, principalmente, cuidados relacionados ao seu manejo fitossanitário.

A batata é afetada por uma série de doenças e pragas que podem limitar a produção e qualidade dos tubérculos e trazer grandes prejuízos aos produtores. Dentre as doenças, a principal delas é a requeima, que é causada pelo oomiceto Phytophthora infestans (Mont.) de Bary. Devido ao seu alto potencial de devastação, a requeima pode destruir completamente (e em questão de dias) lavouras de batata ou tomate, caso não seja manejada corretamente.

A doença é favorecida por períodos de alta umidade ou molhamento foliar e temperaturas amenas, entre 7,2 a 26,6° C. A utilização de cultivares suscetíveis ou com baixa resistência, associado a estas condições ambientais, podem favorecer as perdas causadas, o que justifica a adoção de práticas de controle preventivo.

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