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Bactéria ainda desconhecida destrói lavouras de trigo

Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras

Autores

Lucas Alexandre Batista
Graduando em Agronomia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA)
lukasp01@hotmail.com
Bruna Cristina de Andrade
Engenheira agrônoma e mestranda em Proteção de Plantas – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
brunaandrade639@yahoo.com.br

Crédito: Lucas Alexandre Batista

Assume-se que as epidemias de bacterioses se agravaram nas safras 2015/16 e no cenário atual há consenso de que existem bactérias do gênero Xanthomonas e Pseudomonas em áreas tritícolas do Brasil causando manchas foliares. Surtos epidêmicos dessas bacterioses são esporádicos, mas chegam a devastar lavouras e acarretar danos à produção. Esse problema é agravado em propriedades que utilizam o plantio direto e a não rotação de culturas

Prejuízos

Diante das perspectivas e oscilações de mercado na safra do trigo, os preços tendem a recuar, e especialmente em um cenário de perda de produtividade causada por instabilidades meteorológicas associadas a epidemias o produtor é afetado.

Sintomas típicos de Xanthomonas acontecem na fase reprodutiva do trigo, onde as folhas aparecem com estrias claras e lesões que acompanham as nervuras nas folhas. Em lavouras altamente infestadas, lesões nos pedúnculos e glumas exsudam um pus bacteriano.

A sintomatologia comumente caracterizada por Pseudomonas é o branqueamento da folha. Essas lesões esbranquiçadas são visíveis na extremidade das folhas e possuem aspecto pálido relacionado a toxinas produzidas pela Pseudomonas.

Regiões mais afetadas

A estria bacteriana do trigo é de ocorrência em regiões mais frias, tais como centro-oeste paranaense, Serra Catarinense, sul-rio-grandense e a região de Campos de Vacaria. Nos últimos anos, essa bacteriose tem se disseminado pelas regiões produtoras de trigo no Cerrado.

Há uma grande relação entre a transmissão e a introdução do inóculo pelas sementes e restos culturais. As bactérias causadoras da mancha foliar no trigo conseguem sobreviver na forma epífita no limbo foliar, isto é, a bactéria permanece na folha sem infectar a planta.

No período de espigamento concomitantemente ao período crítico favorável, isto é, baixa temperatura e alto molhamento, as Pseudomonas assumem caráter patogênico. Em contrapartida, o gênero Xanthomonas se desenvolve melhor em altas temperaturas. Nessa ocasião, a bactéria encontra portas de entrada nos ferimentos, que podem ser causados por diversos fatores, dentre eles geadas, granizo, bem como injúrias intensificadas por doenças fúngicas, no caso da brusone, acelerando as bacterioses.

Formas de controle (preventiva e curativa)

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