Seringueira se mostra um bom negócio

Andrey Vetorelli Borges

andrey.vetorelli@cati.sp.gov.br

Fernando Miqueletti

FioravanteStuchi Neto

Lucas Fernando Simão

Engenheirosagrônomos da Cati, EDR São José do Rio Preto

Seringueira (Miriam Lins)

Seringueira Crédito: Miriam Lins

Por meio dos seringais é possível melhorar a qualidade ambiental de regiões degradadas e contribuir, ao mesmo tempo, para um desenvolvimento local e regional mais sustentável; além do benefício da fixação do carbono, que é o elemento químico fundamental dos compostos orgânicos. Seu ciclo consiste na assimilação (fixação) dos átomos contidos nas moléculas simples do gás carbônico, presente na atmosfera, e convertido em substâncias mais elaboradas (carboidratos e proteínas) a partir da fotossíntese.

Como funciona

No processo de fotossíntese, as plantas absorvem gás carbônico e liberam oxigênio. Quando a planta está em intenso crescimento, a fixação de carbono é maior em relação a plantas estabelecidas.

Desta forma, as melhores espécies são aquelas de crescimento rápido e que a madeira possa ser aproveitada. Desta forma, a seringueira se enquadra em todos estes aspectos com destaque, além da produção de látex. Outras opções são o eucalipto e o pinus em reflorestamentos com espécies exóticas, e o jatobá tem números que chamam a atenção, quando pensamos em espécies nativas.

A seringueira figura como a cultura com maior perspectiva no mercado de carbono por sua boa rentabilidade econômica quando pensamos na produção de látex e seu alto potencial de fixação de carbono.

Potencial da seringueira

 

A seringueira é uma planta que produz uma commodity, que é o látex, e está relacionada com a economia mundial.Com o crescimento da economia, aumenta a demanda desse produto. Desta forma, a seringueira possui um potencial de mercado vasto tanto no cenário nacional como internacional.

 

Vantagens ambientais

Para o meio ambiente as vantagens são enormes, pois o uso de agrotóxicos é bem inferior aos utilizados na maioria das culturas comerciais. Isso porque a cultura tem comportamento semelhante ao de uma floresta nativa – proporciona melhor proteção do solo, protegendo os mananciais, reduzindo impactos causados pela chuva e vento e ainda exige menor mecanização e insumos.

Além disso, tem a vantagem já citada de ser uma ótima fixadora de CO2 da atmosfera.

Na esfera econômica também se destaca, gerando renda aos produtores com a extração do látex e com expectativa de ampliação dos lucros quando ocorre a venda dos créditos de carbono, além de possibilitar o cultivo de outras culturas na área em consórcio com a seringueira.

Essa matéria você encontra na edição de março/abril 2018  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua.

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