Irrigação evita replantio de mudas

Luana Keslley Nascimento Casais

Graduanda em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA)

luana.casais@gmail.com

Luciana da Silva Borges

Doutora, professora na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e coordenadora dos Grupos de Pesquisa em Horticultura da Amazônia (HORTIZON) e Núcleo de Pesquisa em Agroecologia (NEA)

luciana.borges@ufra.edu.br

Crédito Luize Hess

Crédito Luize Hess

A irrigação em mudas de eucalipto é de suma importância para quem almeja uma alta produtividade em sua área, pois é nessa fase que ela mais necessita de água. O déficit hídrico pode ocasionar perdas significativas na produção, podendo até gerar a chamada “queima de ponteira”.

O primeiro sintoma característico de déficit hídrico na planta é a redução do crescimento, sendo a água de suma importância na expansão celular durante o processo de diferenciação das novas células geradas (Kramer & Boyer, 1995).

Irrigação

O desenvolvimento e a produtividade das plantas estão diretamente ligados ao suprimento de água. Com o objetivo de implantar novas áreas em regiões que possuem estações com baixo índice pluviométrico nas épocas de estiagem, torna-se necessário o uso da irrigação das mudas durante o plantio e nas primeiras semanas da implantação (Buzetto et al., 2002).

Tal irrigação é mais utilizada para garantir a sobrevivência das mudas após o plantio. Na prática, é uma irrigação periódica das mudas durante o primeiro mês, caso ocorram estiagens prolongadas (Andrade, 2014).

Essa prática evita custos adicionais, como a produção de novas mudas para repor aquelas que não sobreviveram ao déficit hídrico no primeiro plantio e morreram. O replantio de mudas custa caro e muitas vezes torna-se mais viável a instalação de um sistema de irrigação apropriado a ter que contar com a sorte de um período de pluviosidade adequada.

Benefícios

Crédito Shutterstock

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Como fator de grande importância, a irrigação desempenha uma função muito específica – dar à planta condições favoráveis para otimizar seu crescimento. Porém, tanto o excesso de água como a escassez dela comprometem o desempenho esperado.

O excesso hídrico causa o encharcamento do substrato, dificulta a aeração e as atividades de microrganismos, provocando a lixiviação de nutrientes essenciais, o surgimento de doenças, principalmente fúngicas, e o desperdício do recurso natural, enquanto o déficit hídrico reduz a capacidade metabólica do vegetal, podendo levar a planta a atingir o ponto de murcha permanente, acarretando a sua morte (Rodrigues et al., 2011).

É necessário adotar práticas que permitam a correta aplicação de água às mudas, conforme a necessidade de cada fase vegetativa. Aplicações insuficientes ou excessivas resultam em perdas ou prejuízos consideráveis para as plantas e o solo, diminuindo a eficiência de uso da água de irrigação (Reis et al., 2005).

Falta ou excesso

O excesso de água acarreta em doenças como o tombamento das mudas ou damping-off, causado pela Rhizoctonia solani, Pythium spp. e Cylindrocladium spp; podridão de raiz, causada pelo microrganismo Pythium spp. e canela-preta, pelo Cylindrocladium spp. e Botrytis cinérea, entre outros agentes causadores de doenças, nessa fase inicial da planta favorecidos pela baixa umidade que a água em excesso pode oferecer para proliferação desses patógenos.

Em contrapartida, a falta de água é a maior causadora de morte de mudas de eucalipto, pois a escassez hídrica leva à murcha, e uma vez a planta em tal condição não há como convertê-la a seu estado túrgido.

Um eficiente programa de irrigação pode beneficiar a cultura com o aumento da produtividade, permite maior eficiência no uso de fertilizantes, auxilia na confecção de uma escala de colheita, permite obter duas ou mais colheitas em um só ano na mesma área e auxilia na introdução de culturas de alto custo, minimizando assim o risco do investimento (Bernardo, 1995).

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