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A produção de laranja no país está concentrada no estado de São Paulo,
que é responsável por 80,2% da produção brasileira. O restante da produção está
bem distribuído pelo País, com outros oito estados apresentando produção
superior a 100.000 toneladas.
A produção nacional de citrus está atualmente em 454.500.000 caixas de 40,8 kg ou 18.500.000
toneladas, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). Tem-se, atualmente,
no Brasil cerca de 842.000
hectares, dos quais 637.000 ficam no sudeste e, destes, 600.000 hectares
no estado de São Paulo
O Brasil é o maior produtor mundial de laranjas e o maior exportador de
suco da fruta. As vendas brasileiras se destinam principalmente à União
Européia (71%) e aos Estados Unidos (17%). Araraquara tem na sua base econômica
a laranja - a região é responsável por 70% da exportação do suco concentrado no
Brasil.
Minas Gerais vem se destacando
No período de janeiro a maio de 2010 Minas Gerais obteve uma receita de
US$10,3 mil com exportações de suco de laranja in natura (não congelado), informou o Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com a
Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento esse valor é
expressivo porque no mesmo período de 2009 não foram registrados embarques do
produto mineiro para o exterior.
"O montante exportado no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano é
o maior desde o mesmo período de 2006, quando foram registradas exportações de
US$15,9 mil", diz a assessora técnica da Superintendência de Política e
Economia Agrícola (Spea) da Secretaria da Agricultura, Márcia Aparecida de
Paiva Silva.
Até maio deste ano, o volume embarcado alcançou 10,7 toneladas, também o
maior desde 2006, quando foram registradas 19,8 toneladas. O principal destino
das exportações de suco de laranja in
natura no período foi a Guiana Francesa, que recebeu 96% das exportações
mineiras do produto, referentes a US$ 9,9 mil. O Paraguai assumiu a parcela
restante.
Boas
perspectivas
As exportações mineiras de suco de laranja ainda representam pequena
parcela do total brasileiro, mas as expectativas do segmento são positivas. De
acordo com os dados do MDIC, Minas Gerais apresenta uma evolução mais
significativa que a registrada pelo conjunto dos Estados brasileiros.
Comparando com o mesmo período de 2009 as exportações do produto brasileiro
apresentaram decréscimo de 8,3%, passando de US$125,2 milhões para US$114,7
milhões.
Minas Gerais não tem tradição na exportação de laranja in natura, ou seja, sem processamento.
Desde o início da série em análise, 2001, o Estado não registrou exportações da
fruta nessa condição. Para Márcia Silva, este dado ressalta a importância do
crescimento das exportações de suco de laranja. "A comercialização de produtos
processados deve ser uma meta porque apresentam maior valor agregado",
enfatiza.
Ainda de acordo com ela, as exportações de suco de laranja representam
uma boa alternativa para os produtores mineiros, uma vez que agregam valor ao
produto sem processamento. "Para a pauta de exportação do agronegócio mineiro a
comercialização de suco de laranja é uma alternativa de diversificação,
porque reduz a dependência de produtos sem processamento para a geração de
divisas do Estado", pontua.
Variedades mais produzidas
Dentre os citrus, as laranjas são as mais cultivadas no Brasil e destas
as variedades Pera, Natal, Valência e Hamlin as mais plantadas. Observados os
dados de comercialização do CEAGESP, Antonio Baldo Geraldo Martins, engenheiro
agrônomo e professor de Fruticultura da FCAV/UNESP afirma que a Laranja Pera é
a que tem preferência pelo consumidor brasileiro.
Demanda
O Brasil é o maior produtor mundial de laranjas, sendo também o maior
exportador de suco cítrico, de forma que atende perfeitamente o mercado
interno. "No entanto, na análise de consumo de laranja para mesa a preferência
dos outros países não é mesma que a do brasileiro, uma vez que se consome
laranjas de umbigo como fruta fresca", pondera Antonio Baldo.
Mundialmente, continua o pesquisador, a citricultura tem passado por
sérios problemas, tais como competição por outros sucos e doenças,
principalmente o HLB (Greening), mas o preço pago ao produtor está se
recuperando, mostrando um horizonte positivo.
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