|
José Carlos Cruz
zecarlos@cnpms.embrapa.br
Israel Alexandre Pereira Filho
israel@cnpms.embrapa.br
Pesquisadores da Embrapa
Milho e Sorgo
O rendimento de uma lavoura de milho é resultado do potencial genético da
semente, das condições edafoclimáticas da região e do manejo da lavoura. Sem
dúvida, a semente é o principal insumo de uma lavoura e, de um modo geral, é
responsável por cerca de 50% da produtividade.
Consequentemente, a escolha correta da semente deve merecer toda a atenção
do produtor que deseja ser bem sucedido em seu empreendimento. Outros aspectos
relacionados às características da cultivar e do sistema de produção deverão
ser levados em consideração, para que a lavoura se torne mais competitiva. A
escolha de cada cultivar deve atender a necessidades específicas, pois não
existe uma cultivar superior que consiga atender a todas as situações
regionais.
Na safra 2010/11 estão sendo comercializadas mais de 450 cultivares de
milho, sendo que mais de 130 cultivares são transgênicas, isto é, com
resistência a lagartas ou com tolerância
a herbicidas ou que apresentam ambas as situações.
Preços de mercado
O preço da semente de milho no mercado varia de cerca de R$ 70,00 a R$ 350,00,
para o plantio de um hectare. Dessa forma, não adianta o agricultor comprar uma
semente mais cara, de alto potencial genético, se o nível tecnológico utilizado
não for compatível com o potencial produtivo do material.
Deve sempre haver uma adequação entre o potencial genético da semente, as
condições edafoclimáticas da região e o manejo e tratos culturais mais
adequados à cultivar a ser utilizada. A cultivar escolhida deve ser tolerante
às principais doenças que ocorrem na região, atender a finalidade de uso (milho
verde, silagem, grãos), ter ciclo adequado e atender às condições de mercado.
Cuidados
- Aceitação comercial do tipo de grão pelo mercado consumidor,
principalmente quanto à cor e textura do material e resistência às principais
podridões.
- Adaptação à região: de fato, um dos primeiros aspectos a serem
considerados na escolha da semente é sua adaptação à região. Entretanto, esse
aspecto é minimizado, pois normalmente as empresas de sementes já direcionam suas
cultivares de acordo com as respectivas regiões de adaptação, as principais
doenças que ocorrem naquele ecossistema, o sistema de produção predominante, as
exigências do mercado e o perfil dos agricultores.
O problema é quando o agricultor adquire sua semente em locais diferentes
daquele onde será implantada a lavoura. Atualmente, o zoneamento agroclimático
indica as cultivares recomendadas para cada estado, tanto no plantio da safra
como na safrinha.
- Estabilidade e potencial de rendimento de grãos, determinada em função
dos cultivos em diferentes locais e anos. Cultivares estáveis são aquelas que,
ao longo dos anos, e em uma determinada área geográfica, têm menor oscilação de
rendimento, que são mais produtivas em anos mais favoráveis e com pequena queda
de rendimento em anos desfavoráveis.
- Resistência ou tolerância às principais doenças que ocorrem na região.
O produtor deve se informar junto aos extensionistas e técnicos de cooperativas
as principais doenças que ocorrem na região e procurar as cultivares que sejam
resistentes às mesmas, sem deixar de considerar se são ou não adaptadas às
condições regionais.
- Nível de tecnologia disponível para a cultivar a ser utilizada.
- Ciclo adequado aos diferentes sistemas de produção.
- Tipo de destinação do produto. Por exemplo, o armazenamento em paiol
exige cultivares bem empalhadas e geralmente grãos mais duros. Materiais para
comercialização, logo depois de colhidos, podem ou não ter essas
características.
Como não existe uma cultivar que contemple todas as particularidades de
cada local de plantio, na escolha da mesma, o produtor deve fazer uma avaliação
completa das informações geradas pela pesquisa, assistência técnica, empresas
produtoras de sementes e experiências regionais de safras anteriores.
Para ler
esta matéria na íntegra clique aqui
|