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Clóvis
Carvalho Filho produz café em Campos Altos (MG), na fazenda Vargem
Grande. No dia 05 de março ele recebeu o Prêmio Ernesto Illy de
Qualidade do Café para "Espresso" 2009. A torrefadora italiana Illycaffè,
sediada em Trieste, é reconhecida por chefs, gourmets,
personalidades e consumidores em todo o mundo pela excelência de seu "espresso".
Seu lendário perfeccionismo e paixão pela qualidade se refletem em cada
xícara servida, presente em mais de 140 países.
A conquista desse prêmio possibilita ao produtor vender seu café a um
preço 30% superior ao de mercado. Quando o produtor vende seu café para
a Illy, automaticamente aquele produto já está concorrendo ao concurso
de melhor café. “Ficar em primeiro lugar foi difícil de acreditar, mas
chegamos lá”, revela o cafeicultor Clóvis Filho.
Nutrição
Em Campos Altos, o que oferece melhor retorno para a lavoura de café é a
nutrição, segundo o produtor. A nutrição de suas lavouras é feita via
solo e por adubos foliares.
Clóvis Filho fez quatro adubações com o adubo Kimcoat. Ele acreditou no
produto e o aplicou em área total. Atualmente, se mostra satisfeito com
o resultado, pelos benefícios gerados na qualidade do café, na produção
e no enfolhamento.
Por
que usar Kimcoat
Clóvis Filho optou pelo adubo Kimcoat devido à viabilidade econômica e
também facilidade de manejo do adubo. Segundo ele, sua economia após o
uso deste produto chegou a 20% dos custos de fertilizantes.
Além de economia nos custos, transporte, redução de impactos ambientais e
aumento do rendimento operacional, o produtor percebeu melhora na
qualidade do café. “Depois que passei a usar Kimcoat a lavoura ficou
mais vistosa e o crescimento foi maior, além de se manter verde por mais
tempo. Acredito sim que o uso de Kimcoat pode ter influenciado na
qualidade do café e, por consequência, na conquista do prêmio da Illy”,
opina.
Manejo
Outro ponto que Clóvis Filho procura ter cuidado é com o bom manejo do
café no terreiro, a seca do grão e o benefício. A separação dos grãos é
feita eletronicamente.
Assim que colhe, o produtor põe todos os grãos no lavador para depois
descascar e, em seguida, leva-os para o despolpador. Esta etapa é
crucial na definição da bebida. “Tem que enxugar rápido o café e não
deixar fermentar no terreiro. O café cereja é muito fácil de fermentar,
pois possui muito açúcar. Por isso acompanho a produção todos os dias
com dois rodadores no café, rodando para cima e para baixo”, relata o
cafeicultor.
Já a seca tem que ser mais devagar para que seja uniforme. Clóvis Filho
não usa madeira verde nem molhada de chuva nos secadores. “O pessoal
acha que tem segredo, mas não tem. É só fazer com capricho e contar com
a ajuda do clima. Aqui estamos em uma região privilegiada, com boa
altitude para o cultivo de café e chuvas no momento certo, oferecendo
menos perigo de fermentar o café”, aponta.
Em 2009 a colheita foi manual, mas nesse ano o cafeicultor está analisando
a viabilidade de mecanizar a colheita.
Comercialização
O café cereja despolpado é vendido para a Illy. Os demais são
comercializados pela cooperativa de Campos Altos – a Capeca. Ao todo
Clóvis Filho faz três tipos de café – descascado, natural e verde.
O café cereja descascado é vendido a R$ 360,00/sc nos padrões da Illycaffè.
Antes do recebimento do prêmio, o produtor recebia por saca o
equivalente a R$ 260,00. Com o Prêmio Ernesto Illy de Qualidade do Café
para Espresso a saca de café do produtor chegou a ser avaliada em R$
900,00.
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