Revista Campo & Negócios - Ano VII - Nº 90| Revista Campo & Negócios HF - Ano VI - Nº 63
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José Valter Pagotti revela os segredos da sua produção

 

José Valter Pagotti, produtor de uvas na Chácara Guarani, em Louveira (SP), cultiva atualmente 12 hectares da variedade Niágara em duas safras, o que rende de 30 a 40 mil caixas de uvas por ano.

A primeira safra do ano, mais produtiva, começa em dezembro e vai até março, e a segunda vai de maio a agosto. A produção é destinada aos mercados de São Paulo, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e o restante é comercializado no barracão da fazenda.  

Produção tradicional 

José Valter optou pela variedade Niágara pela tradição que veio desde seu avô. “Meu avô já cultivava a Niágara, que produz mais e não exige tantos tratos culturais quanto as demais variedades”, relata o produtor.

Quanto ao valor comercializado, varia conforme a lei de oferta e procura, mas a última avaliação do produtor foi de R$ 20 a R$ 21 a caixa de cinco quilos, o que lhe rende um bom lucro. “Se eu vender a caixa por menos de R$ 10, aí já é prejuízo”, relata. 

Plantio 

Todos os anos José Valter renova a produção, retirando os pés velhos e plantando novos por cima. “Uvas com 12 a 13 anos já precisam ser trocadas, porque a produção cai, se deixar. Troco entre dois e cinco mil pés por ano”, calcula.

José Valter preferiu produzir as próprias mudas, que são enxertadas logo em seguida no cavalo. Um ano depois de plantado o parreiral já começa a produzir. O produtor explica que a condução é feita por mourões e arames. 

Manejo nutricional e fitossanitário 

Uma vez por mês José Valter aduba seus parreirais com formulações como a 4-14-8 e orgânicos, de 30 a 40 toneladas.

Com o manejo fitossanitário o produtor diz não se preocupar muito em relação a pragas e doenças, exceto em épocas chuvosas, que trazem a necessidade de aplicação semanal de defensivos. “Utilizo os defensivos, para míldio, desde a brotação, e só paro quando as uvas começam a amadurecer”, informa.

As podas são realizadas de julho a outubro, e depois voltam de janeiro a março. 

Pós-colheita 

As uvas chegam ao seu destino ainda em caixas de madeira, mas José Valter revela que pretende passar toda a produção para caixas de papelão, por serem mais higiênicas e práticas. Ele também comercializa as uvas em embalagens de 2,5 kg.

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