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O
mercado de crisântemos, tanto de corte quanto para produção de vasos,
consome algo em torno de 300 milhões de mudas por ano, sendo metade
destinada à produção de vasos e a outra para plantio do crisântemo de
corte, o que gera em torno de R$ 700 milhões por ano. A maior parte da
produção é escoada por meio de leilões como o Veiling Holambra, e pelo
sistema CEASA e CEAGESP.
A forma mais comum de cultivo de crisântemo atualmente é pela utilização
de um sistema nomeado semi-hidroponia, que consiste na utilização de um
substrato artificial para sustentação das plantas, utilizado largamente
para cultivo de vasos.
Neste sistema, explica Roberto Barreto, engenheiro agrônomo e consultor em
floricultura, as plantas são cultivadas em substrato normalmente
orgânico, com características como densidade, capacidade de retenção de
água, entre outras ideais para a cultura, ou pelo menos muito próximo
disto. Este substrato deve ser monitorado de forma constante para que
não ocorram problemas sérios de desenvolvimento das plantas durante o
cultivo.
Absorção de água
Devido
ao substrato ser facilmente drenado, existe sempre uma grande quantidade
de água residual com alta concentração de nutrientes que é normalmente
armazenada em tanques para depois ser reutilizada no sistema de
produção. Desta forma, a quantidade de nutrientes a ser fornecida é
menor quando comparada com outros sistemas de cultivo, em que não existe
o aproveitamento destas águas residuais e o excedente é definitivamente
perdido.
“Todos os vasos de crisântemo hoje comercializados utilizam substrato
orgânico em seu cultivo, até por uma exigência legal. Vasos destinados à
exportação não podem conter material mineral, como solo, em sua
composição. Muitas vezes países importadores exigem até a retirada do
substrato de cultivo por questões fitossanitárias. As vendas de mudas de
raízes nuas não se aplicam aos crisântemos, sendo uma operação mais
observada em mudas de plantas como palmeiras, cicas, árvores, entre
outros”, aponta Roberto Barreto.
O sistema hidropônico é muito semelhante em termos de condução técnica ao
sistema que utiliza algum tipo de substrato. Em ambos as águas residuais
são reaproveitadas e as irrigações com fertilizantes são sempre feitas
com vistas a enriquecer novamente a água com a solução estoque ou
concentrada. A principal diferença ocorre na forma de controle da
composição da solução concentrada a ser injetada na água de irrigação
que vai para os canteiros.
Substrato
No caso de cultivos em substrato, devem-se analisar rigorosamente em
intervalos regulares as alterações na composição do substrato. É
recomendável realizar pelo menos uma análise a cada dois meses para
verificar se não está ocorrendo o acúmulo ou falta de algum nutriente, o
que é indesejável.
Em
ambos os casos estes acúmulos e déficits provocam perdas técnicas de
produção muitas vezes irreversíveis. A solução concentrada deve ser
constantemente ajustada para que a composição em nutrientes no substrato
fique sempre o mais próxima possível do ideal para o cultivo das
plantas.
Já para cultivos em sistema de hidroponia, Roberto Barreto recomenda
analisar constantemente a composição das águas drenadas do sistema,
acumuladas normalmente em tanques. É exatamente nesta água onde ocorre o
acúmulo ou déficit nos teores de nutrientes, os quais devem ser
compensados pela injeção da solução concentrada. “E é exatamente nas
correções da solução a ser utilizada na irrigação das plantas onde
ocorre a maior parte dos erros. Hoje em dia existem duas formas de
trabalho distintas utilizadas pelos produtores para preparo e utilização
das soluções hidropônicas”, diz.
A mais simples e normalmente utilizada por produtores menores é o preparo
do que normalmente é chamado de “solução final” direto nas caixas com a
água que será utilizada na irrigação. Neste método, todos os adubos são
colocados na caixa d’água na proporção e quantidade a serem utilizadas
nas regas. Somente é viável para unidades de produção onde a capacidade
da caixa d’água seja suficientemente grande para comportar toda a água
que é utilizada em cada rega.
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