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A Amipa programou três dias de campo para incentivar a cultura do algodão
em Minas Gerais,
chamados Giro Tecnológico do Algodão, tendo o primeiro acontecido em Tupacigura
(MG), no mês de junho. Em Presidente Olegário, também no interior mineiro,
região do Alto Paranaíba, aconteceu o segundo dia de campo, no dia 22 de julho,
na Fazenda Farroupilha. Ambos os eventos com foco na introdução do algodão na
rotação de culturas.
Lício Pena, diretor executivo da Amipa, conta que esta última região foi
escolhida por ali predominarem grandes propriedades. "É uma região de chapada,
com produtores de sementes, tendo um perfil diferente de público. Por estar
mais perto do norte de Minas, o evento acabou abraçando também os produtores
dali", conta.
Leslie Dias Franco, 2º Tesoureiro da Amipa, conta que o evento foi
preparado para receber 300 produtores. "O foco está sempre nos produtores,
principalmente os de soja, que têm potencial para entrar na cultura do
algodão", pondera.
Experiência no que faz
Produtor de algodão, Inácio Carlos Urban, presidente da Amipa, proprietário
da fazenda Farroupilha, sede do 2º Encontro do Giro Tecnológico do Algodão cultiva
milho e soja, além de feijão e trigo e, só de algodão, na propriedade, são produzidos
2.000 hectares.
"Tivemos a oportunidade de mostrar a cultura do algodão para os demais colegas,
vizinhos e possíveis cotonicultores. Por isso nos dedicamos a esse dia de campo,
para que todos pudessem confirmar que o algodão é realmente uma cultura
rentável", conta.
Inácio produz algodão há dez anos e possui outras propriedades no Estado,
as quais somam 5.500
hectares de cultivo do algodão. "A cultura do algodoeiro
é extremamente sensível, delicada, e por isso deve ser conduzida com paixão e
amor. Gosto muito do algodão e estou todos esses anos na cotonicultura, porque
acredito que esta é uma excelente rotação de culturas, e também, uma
diversificação de produtos a serem comercializados", justifica presidente da
Amipa
E continua: "Minas gerais é um grande consumidor de algodão, mas produz
pouco. Temos um consumo de 140 mil toneladas de algodão no Estado para uma
produção de apenas 24 mil toneladas. Por que não plantar o algodão se temos
logística e preços favoráveis? Precisamos apenas nos empenhar e fazer a coisa
acontecer", expõe.
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O crescimento do volume de negócios alavancados e o grande número de
participantes nas palestras deram o tom da oitava edição do Simtec (Simpósio
Internacional e Mostra de Tecnologia e Energia e Canavieira). Esses aspectos
nortearam as opiniões que ecoavam nos 175 estandes da feira, na tarde desta
sexta-feira, último dia do evento - que começou na terça-feira, 13, no Engenho
Central, Piracicaba (SP).
A geração de negócios alcançou os indicadores projetados. José de Jesus
Vaz - coordenador geral do Simtec - estimou a movimentação de R$ 380 milhões
durante os quatro dias de evento e R$ 1 bilhão nos próximos quatro anos. "Em
conversas informais consigo afirmar que os negócios devem atingir ou superar este
valor", analisou.
Negócios
O evento nasceu com o objetivo de ampliar o leque de negócios do setor
sucroalcooleiro. José Vaz conta que havia, na época, uma falta de interação,
principalmente das pequenas e médias empresas, em relação à abertura de mercado,
tanto nacional como internacional. "Como na região tínhamos muita tecnologia
canavieira, resolvemos fazer um evento que trouxesse isso à tona", relata.
Da ideia inicial surgiu outra, das empresas além de mostrarem fisicamente
o que tinha de melhor, também falar sobre as tecnologias que tinham já
desenvolvido ou em fase de desenvolvimento. Assim, foi decidido que todas essas
novidades, que eram inviáveis de serem mostradas presencialmente, seriam
passadas em forma de palestras, fotos e vídeos, democratizando assim o
conhecimento.
Para incrementar ainda mais o evento, foram convidados especialistas e
cientistas que pesquisam fatos novos e soluções para o setor sucroalcooleiro.
"Conseguimos fazer um casamento entre a academia e a indústria, que se consagrou
neste evento, com entrada franca. Viabilizamos que ficasse barato tanto para os
expositores quanto para os visitantes", pontua José Vaz.
Organização
O Simtec é organizado por quatro entidades patronais que não visam lucro.
"Elas não vêem o Simtec como um negócio, mas sim como uma forma de apoio ao
incremento de mercado de suas associadas, que são as indústrias e comércio.
Assim, todas as rendas do estacionamento ou dos visitantes que não tenham
recebido o convite são inteiramente repassadas a iniciativas do fundo de
solidariedade", conta o coordenador do evento, José Vaz.
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