Revista Campo & Negócios - Ano VII - Nº 90| Revista Campo & Negócios HF - Ano VI - Nº 63
Campo e Negócios
C&N Online
Serviços Especiais
Da Revista
Agenda
19 a 22 de SETEMBRO

Congresso Brasileiro de Algodão

13 a 16 de SETEMBRO

FRUTAL - Semana Internacional de Fruticultura, Floricultura e Agroindústria

28 a 30 de SETEMBRO

III Seminário Técnico-Científico de Viveiros Florestais

>> Todos os eventos

Campo e Negócios
Destaques << voltar|Página Inicial

Agricultura de precisão aplicada à conservação do solo

 

Saulo P. S. Guerra

ssguerra@fca.unesp.br

Kléber Pereira Lanças

Professores da FCA/UNESP-Botucatu

kplancas@fca.unesp.br

 

As extensas áreas agrícolas do Brasil, com diferentes características de solo, relevo e clima e o significativo crescimento da mecanização agrícola, principalmente da colheita mecanizada, em algumas situações são trabalhadas de forma exaustiva e, muitas vezes, inadequada. Esse manejo não respeita a capacidade de suporte de carga do solo (CSCS) e o seu teor de água ideal para o tráfego de máquinas, e por isso tem sido responsável, em boa parte, pela deterioração e empobrecimento dos solos agrícolas brasileiros.

O tráfego agrícola indiscriminado tem contribuído para o surgimento de camadas compactadas dos solos agrícolas. Quando os demais atributos do solo se mantêm estáveis, é o teor de água que governa a quantidade de deformação que pode ocorrer no solo.

Assim, estando o solo mais seco, maior será a sua capacidade de suporte de carga e menor a probabilidade de compactação. Portanto, solos mecanizados com teores de água inadequados (região de plasticidade) podem ter sua estrutura comprometida.

Em grandes áreas, sejam de culturas anuais ou perenes, a avaliação da relação massa/volume (densidade) do solo, atributo ainda amplamente utilizado como indicador da compactação, tem cedido espaço aos modelos de predição da CSCS, que é uma forma de avaliar os efeitos do tráfego sobre a estrutura do solo, por meio das propriedades dinâmicas do perfil: pressão de preconsolidação (σp), índice de cone (IC), tensão de cisalhamento (τ), coesão aparente do solo (c) e o ângulo de atrito interno do solo (ϕ).

 

Desafio

 

Distribuir o peso das máquinas que trafegam no solo agrícola de forma que forneçam uma máxima eficiência trativa (maior capacidade de tração), menor consumo energético (combustível, lubrificante e outros) por área trabalhada e, ao mesmo tempo, agridam o mínimo possível o solo, ou seja, provoquem menor compactação, é o desafio dos fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas da atualidade e dos agricultores em geral.

Parâmetros do solo, tais como o Índice de Cone (resistência mecânica do solo à penetração de um cone normalizado) e a Capacidade de Suporte de Carga (pressão de preconsolidação do solo), ambos intimamente ligados ao seu teor de água por um lado e dados sobre a carga aplicada e a área de contato dos rodados dessas máquinas agrícolas por outro, são fatores de extrema importância para um bom gerenciamento do tráfego de máquinas nos solos agrícolas, que deve sempre levar em consideração a sua conservação.

A Agricultura de Precisão é uma ferramenta moderna e eficiente de gerenciamento agrícola que pode e deve auxiliar, de maneira significativa, a melhoria dos preceitos da conservação do solo.

 

Gerenciamento

 

Para o bom gerenciamento das diversas atividades agrícolas são necessárias grandes quantidades de informações, precisas e georreferenciadas, tanto do solo como da cultura e do meio ambiente.

Com o surgimento do GPS (Geographic Positioning System) e das diversas técnicas e programas computacionais da geoestatística, tornou-se possível a obtenção dessas informações de forma precisa e em grande quantidade, com um custo por amostragem ou por área não tão oneroso para o agricultor, como eram os métodos mais antigos (manuais e morosos, quase impossíveis de serem aplicados a grandes áreas).

Para a coleta e armazenamento dos dados necessários para a implantação da Agricultura de Precisão em uma propriedade agrícola, se fez necessário o projeto e construção de equipamentos de coleta de amostras que fossem ágeis e que possuíssem os instrumentos necessários para o mapeamento dessas áreas.

Para ler esta matéria na íntegra clique aqui
 

 
Todos os direitos reservados. ® – Todos os direitos autorais são de propriedade de Agro Comunicação Ltda – Reprodução somente com a citação da fonte.
Revista Campo & Negócios
- Rua Bernardino Fonseca, n° 88 - B. Altamira - Uberlândia-MG CEP 38.400-220 PABX (34) 3231-2800.