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Mesmo apostando em melhores preços, o produtor Gustavo Franco diz que o mercado é uma "incógnita" e não há
como prever altos e baixos. "No início de junho a saca estava cotada em R$ 180 e hoje o preço já caiu para R$ 120.
Estou otimista, mas todo produtor sabe que o feijoeiro depende muito do clima e o mercado se regula pela lei da oferta
e procura", diz.
Para ele, o preço acima de R$ 100 a saca já cobre o custo de produção - Franco estima que o plantio de 1 hectare
custe R$ 2.150 - e dá uma margem mínima de lucro. Na Fazenda Taquari, a lavoura está em fase de enchimento de grãos
e daqui a dez dias começa a fase de maturação. "O feijão precisa de chuva na floração e seca na colheita. Por isso
é essencial irrigar."
Se tudo sair como previsto, Franco pretende colher de 45 a 48 sacas/hectare, bom para a entressafra. Responsável pelo
setor de operações tecnológicas da Bolsa de Cereais de SP, Rui Roberto Russomano, acompanha o boletim diário da bolsa e
explica que a volatilidade do mercado de feijão deve-se à sensibilidade climática da lavoura. "É difícil prever o
comportamento do mercado de feijão. Muitas vezes, se o preço em São Paulo é muito próximo ao da região produtora,
não compensa para o agricultor mandar mercadoria para a capital. E se a oferta não atende à demanda, o preço aumenta", diz.
Em janeiro de 2009 a saca estava cotada a R$ 310; hoje, está R$ 150."”
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