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Irmãos Andrade

Monitoramento e tecnologia são as apostas

 

O Grupo Irmãos Andrade é liderado por três irmãos - Lázaro Lauro de Andrade, Fernando Aparecido de Andrade e Cláudio José de Andrade -, que plantam em sociedade tomate, batata, cebola, milho e feijão, dentre outras culturas.

A produção de tomate de mesa, milho e feijão acontece em Sumaré e Monte Mor, no interior paulista. Já a batata e a cebola são cultivadas em Sacramento e em Uberaba, no interior mineiro.

 

Plantio

 

A área de tomate soma 70 hectares no primeiro semeio, em janeiro, e mais 70, em julho. A média de produtividade tem sido de 360 caixas por mil, enquanto os grãos entram como rotação de culturas.

Atualmente, são cerca de 250 hectares de milho, 200, de batata, 80, de feijão e 70, de cebola.

 

A tomaticultura

 

João Roberto do Amaral Junior é consultor dos Irmãos Andrade em nutrição do tomate, e conta que o grupo está na atividade desde 1976. "O produto não possui marca própria no mercado, pois é comercializado para atacadistas. Mas nossa qualidade é conhecida por todos os clientes", afirma.

Segundo ele, o volume total comercializado por ano está em torno de 20 mil caixas, de uma produção feita totalmente a céu aberto. Atualmente, são empregadas 170 pessoas pelo grupo Irmãos Andrade, envolvendo operadores das etapas mecanizadas e manuais, como plantio e cuidados fitossanitários - todas elas estão diretamente ligadas à produção de tomate.

 

Variedades

 

As variedades de tomate plantadas comercialmente são Compack, Império e Alambra, da empresa Clause, e Afamia, da Enza Zaden. João Roberto explica que a Compack foi escolhida devido ao seu calibre. Já o Afamia é uma planta produtiva que também possui um calibre bom, com formação de ponteiro adequada. "O Império é um material que gostamos de produzir no segundo semestre por ser resistente ao geminivírus, visto que a incidência dele nessa época é muito grande", justifica o agrônomo, pontuando o clima como fator decisivo da produtividade de cada material.

 

Mudas

 

Os Irmãos Andrade compram a semente e a enviam para o formador de mudas. "Nosso viveirista é o Antônio Ledo, do Viveiro Celeiro Verde, de Mogi Guaçu (SP). Trabalhamos com ele há 20 anos, que atende bem às nossas necessidades, especialmente em relação à tecnologia, que auxilia na germinação. Aqui na região, há outros viveiros que também são bons, mas nos adaptamos melhor ao do Antônio", elogia João Roberto.

 

Análises de solo

 

As análises de solo são feitas, no mínimo, dois meses antes do transplantio, que começa entre o final de janeiro e o início de fevereiro, mais exatamente 30 dias após o semeio das sementes. De acordo com ela, inicia-se o trabalho de correção e incorporação do calcário, seguido do plantio e, por fim, da adubação verde. "Temos trabalhado muito com o calcário Diamante de Saltinho", revela João Roberto.

 

Plantio

 

O tomate é colhido de abril a julho e de outubro a dezembro, mas o semeio acontece ao final de dezembro e em janeiro. Essa produção segue até junho e julho, quando é realizado outro plantio, fechando dois ciclos de produção por ano.

"Aqui, trabalhamos com o sistema de cultivo mínimo, que consiste em corrigir a área, fazer a adubação verde, aproveitar a palhada, passar uma trincha, incorporar a palhada no solo e, em seguida, entrar com um implemento que já faz o canteiro e a adubação de base para o plantio do tomate. Realizamos esses procedimentos há dez anos", relata o agrônomo das lavouras.

Leandro Martines

Produção em vasos é seu diferencial

 

A produção de Leandro Rosa Martines acontece na chácara São Pedro, localizada em Cajobi (SP), que antes abrigava mudas de citros e agora está tendo suas estruturas aproveitadas para as mudas de tomate. Leandro produz em sociedade com Evaldo Durães de Andrade, e a parte administrativa e de classificação do tomate fica por conta de sua esposa, Katia Martines.

"Produzíamos mudas de citros em estufas desde 1984, mas a citricultura começou a decair na nossa região e optamos por migrar para outra cultura. Essa ideia surgiu de uma visita que eu e o Evaldo fizemos à Hortitec no ano passado, a qual nos despertou para o tomate. Fizemos a sociedade e já começamos a plantar; agora, nossos negócios estão se expandindo", orgulha-se Leandro.

 

O começo

 

A produção foi iniciada em novembro de 2012. No início, os produtores tiveram imprevistos na comercialização, pois o mercado ainda não os conhecia, mas agora já atendem a uma rede de supermercados, que está expandindo cada vez mais.

Entretanto, por ainda serem novos no mercado, os sócios ainda não têm marca própria, tampouco rastreabilidade de produção.

 

Estrutura protegida

 

A produção é toda em estufa fechada, com telas antiafídeos que possuem o isolamento como vantagem principal. Por lá, nada passa, especialmente os insetos, que são contidos pela barreira.

O investimento na tela antiafídeo foi realizado ainda na época em que o produtor trabalhava com a citricultura, e não foi barato, segundo ele. No entanto, compensa, porque ele garante que consegue um produto mais saudável. "Continuo aproveitando o investimento. Toda a estrutura foi montada em 2000, sendo que viemos com citros até 2012, e agora com o tomate", detalha Leandro.

 

Mudas e transplantio

 

As mudas são compradas já formadas. O transplantio acontece 30 dias após o semeio das mudas. No vaso, a muda fica num substrato, da Lupa. "Optamos por ele porque já havia, no mercado, pessoas que sabiam trabalhar com esse tipo de substrato e que já tinham controle da água e da fertirrigação recomendados para ele", justifica Leandro, satisfeito com os resultados.

A muda é colocada no vaso e, em seguida, já se iniciam os tratos culturais, com aplicações de defensivos.

 

Plantio

 

Atualmente, são duas fases de plantio, indo agora para a terceira. A primeira está em estágio terminal, outra entrando em produção e a terceira estrutura está sendo preparada para o novo plantio, fechando a produção total de 11 mil pés de tomate.

"Além dessa produção, ainda temos a citricultura, mas nossa intenção é ficar somente com o tomate. Temos capacidade de produzir dois milhões de porta-enxertos, mas estou trabalhando com 30% dessa capacidade, atualmente", informa o produtor.

Os 3.300 pés de tomate produzem 1.500 caixas do tipo Italiano Pizzadoro. A produtividade fica em torno de 12 kg por planta, enquanto a média de peso é entre 150 a 200 g por fruto. Leandro conta que o investimento inicial não foi tão alto para essa produção, uma vez que as estruturas já existiam.

O diferencial da produção de Leandro é que ela acontece em vasos, visando oferecer ao mercado um alimento quase isento de defensivos químicos, aliado ao cultivo protegido pela estrutura em si e pelo ambiente de telado. "O que utilizamos de químicos é muito menos do que em campo aberto", ressalta.

A escolha por plantar em vasos aconteceu porque as estruturas eram concretadas. "Fazíamos mudas de citros nessas estruturas, onde já existia concreto. Caso contrário, o plantio de tomate poderia ser realizado diretamente no solo. Mas os vasos foram uma excelente opção, pois oferecem maior controle de plantas daninhas. A planta que apresenta qualquer sintoma de doença é fácil ser erradicada, sem o risco de contaminar outras", justifica o produtor.

 

Irrigação e fertirrigação

 

A irrigação é parcelada várias vezes ao dia no sistema de estaquia, que serve de suporte para o vaso. Há um reservatório de água e uma bomba que permitem dosar a quantidade do líquido a ser aplicada.

Já a frequência da fertirrigação depende muito da idade da planta. O produtor começa jogando meio litro por vegetal na fase inicial, e quando ele já está em fase avançada, passa a parcelar a quantidade de água em cinco vezes por dia, junto com o fertilizante.

Diante disso, a vantagem observada por Leandro quando à fertirrigação é a nutrição constante da planta, colocando sempre algum nutriente necessário a ela. Ele escolheu, nessa etapa, os fertilizantes de liberação controlada.

Além de todas as vantagens, a fertirrigação oferece melhor aproveitamento pela planta, menor volume de água utilizado e maior absorção desse recurso natural.

 

Aminoácidos

 

Os aminoácidos são aplicados de acordo com a época, mas geralmente isso ocorre no florescimento da lavoura. Leandro optou pelo produto Aminon, com as aplicações acontecendo a cada 30 dias. "A vantagem que percebi foi o maior pegamento de flores, pois, por ser a produção em estrutura fechada, há o problema de abortamento devido ao calor. O produto com algas vem para amenizar isso, a partir do pegamento da flor", explica ele, que emprega os micronutrientes via fertirrigação.

Vale ressaltar que o cultivo protegido eliminou as incidências de nematoides na cultura.

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