Fosfito otimiza pulverizações agrícolas

 

Camila Leite Santos

Técnico em Florestas e em Agropecuária, graduanda em Engenharia Florestal – Universidade Federal de Lavras (UFLA)

camila_leite96@hotmail.com

Crédito Jacto

Crédito Jacto

A pulverização agrícola tem se mostrado um método muito eficaz, seja para eliminar ou controlar plantas daninhas, pragas e doenças. Sua eficácia é evidenciada independente da área da lavoura. Porém, diversas formas de pulverização podem ser encontradas a fim de otimizar o trabalho em relação à área, por exemplo: a pulverização terrestre pode ser realizada manualmente ou de forma automatizada, sendo a pulverização manual indicada para propriedades agrícolas pequenas, pois necessita de atenção para a quantidade de produto aplicado. Por outro lado, a pulverização aérea permite mais praticidade e automação eficaz, e por isso é indicada para lavouras grandes.

Independentemente do tipo de pulverização adotada, é de extrema importância atentar para os tipos de bicos de pulverização, sendo este o responsável por transformar o líquido de pulverização em pequenas gostas e distribuí-las de maneira uniforme.

Os tipos de bico são divididos em: cone, leque e os chamados bicos especiais (deflexão e os raindrop), o qual deve ser determinado de acordo com o objetivo de aplicação, tamanho da área, espaçamento adotado, entre outros fatores.

Fosfito

Fosfitos são produtos líquidos resultantes do processo de neutralização de H3PO3 (ácido fosforoso) por uma base. A diferença básica entre o fosfito e o fosfato é que o primeiro possui um átomo de hidrogênio no lugar do oxigênio (McDonaldet al., 2001).

O fosfito (PO3) atua como fonte nutricional para as plantas, pois quando é oxidado a fosfato (PO4) passa a ser uma forma assimilável para os vegetais, apresentando rápida absorção pelas raízes, folhas e córtex do tronco, exigindo menos energia da planta, além de favorecer a absorção de diversos nutrientes, como potássio, boro, dentre outros.

Vantagens de seu uso

Os fosfitos são rapidamente absorvidos pelas plantas devido ao seu grau de mobilidade e solubilidade ser alto, deslocando-se pelas membranas celulares. Além de terem um translocamento sistêmico (via xilema e floema) na planta, estimulam o metabolismo vegetal e auxiliamna absorção foliar de nutrientes, devido à sua ação quelatizante, o que promove uma nutrição mais eficiente.

Graças à presença de potássio, possuem grande eficiência no controle de doenças por patógenos, amenizando a severidade de diversos males, e por esse motivo vêm despertando grande interesse na agricultura.

Quando associados aos fungicidas, aumentam a eficiência no controle de patógenos da cultura, além de estenderem o efeito dos fungicidas por um maior tempo, gerando maior intervalo entre as reaplicações caso seja necessário, o que influencia diretamente no custo final de produção.

Os fosfitos estimulam a produção de fitoalexinas, que são substâncias naturais de autodefesa. As misturas permitidas com outros produtos e algumas formulações de fosfitos podem reduzir o pH da solução, melhorando a eficiência de alguns herbicidas (Vitti et al. 2005).

Em culturas frutíferas, tem-se comprovado, por pesquisas, a contribuição para a maior produção de frutos, obtendo-se maior qualidade, bem como favorecimento de uma melhor floração.

O fósforo faz parte do trifosfato de adenosina (ATP) gerado na respiração e na fotossíntese, isto é, a energia gasta na absorção dos minerais e a própria síntese ou formação de proteínas. É importante na floração e na frutificação, além de ajudar no desenvolvimento radicular.

Faltando fósforo, as folhas adquirem coloração verde azulada e depois apresentam tonalidades roxas, seguindo-se, mais tarde, de amarelecimento (Malavolta et al., 1997).

Pulverização x fosfito

 O fosfito aumenta a eficiência no controle de patógenos - Crédito Jacto

O fosfito aumenta a eficiência no controle de patógenos – Crédito Jacto

Os fosfitos apresentam alta solubilidade em água e em solventes orgânicos, sendo absorvidos mais rapidamente por raízes e folhas do que os fosfatos (Blumet al., 2006; Blum, 2008; Neves, 2006; Ribeiro Junior, 2006),fato esse que favorece sua aplicação por meio de pulverização.

Alguns cuidados devem ser tomados, como evitar a pulverização durantes as horas mais quentes do dia, utilizar o pulverizador adequado, não realizar pré-misturas, fazer a mistura diretamente na caldeira de pulverização, bem como um armazenamento correto do fosfito.

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