Com influência da chuva, safra da laranja tem alta no país

Dados de fevereiro da Fundecitrus apontam aumento de 3,13% em relação à estimativa de dezembro

 Crédito Ana Maria Diniz

Crédito Ana Maria Diniz

As chuvas constantes em todas as regiões produtoras do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro do período de outubro a janeiro, podem influenciar positivamente a safra da laranja 2017/18. Isso é o que diz o relatório do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), que aponta para uma produção de 397,27 milhões de caixas de 40,8 kg cada. Esse valor corresponde a um aumento de 3,13% em relação à estimativa publicada em dezembro de 2017 e de 9% quando comparada à estimativa inicial de maio do ano passado. Da safra total, cerca de 30,42 milhões de caixas deverão ser produzidas no Triângulo Mineiro.

De acordo com Vinícius Trombin, coordenador da Pesquisa de Estimativa de Safra do órgão, o desempenho positivo se deu por conta do aumento de peso dos frutos, atualmente em 165 gramas, em média, por unidade. “Esse fato é explicado pelas chuvas acima da média histórica, que proporcionaram um maior acúmulo de água nos frutos, potencializado pela melhora dos tratos culturais dos pomares”, afirma. Os dados voltados ao clima, além de outras informações relacionadas à safra, podem ser recebidas pelos produtores que adquirirem o Agroclima Pro, serviço que integra sua previsão aos dados das estações meteorológicas das fazendas.

Segundo Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo, pancadas de chuva podem ser vistas na região citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro nesta semana, mas depois diminui gradativamente, o que é normal para esta época do ano. “De forma geral, ainda deve chover, mas cada vez menos frequente e menos forte”, comenta.

Trombin também destaca a redução da taxa de queda de frutos como um fator que contribuiu para o aumento da produção. “A queda está cerca de um ponto percentual abaixo do valor projetado inicialmente”, finaliza o especialista.

Sobre o Grupo Climatempo

O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, para rádios de todo o Brasil e para os principais portais. Com cerca de dois mil clientes oferece conteúdo meteorológico estratégico para o setor de agricultura, moda e varejo, energia elétrica, construção civil, seguradoras e indústrias farmacêutica e de alimentos.

O Portal Climatempo transformou-se no veículo líder em visitação do país. É referência na divulgação de conteúdo que estimula a consulta diária de previsão do tempo. Classificado nos principais institutos de pesquisa entre os 30 sites mais visitados do país em língua portuguesa, é visitado por mais de 1,5 milhão de usuários por dia, chegando a quase 3 milhões nas vésperas de feriados e durante fenômenos extremos de tempo e clima, com um crescimento anual na marca de 30%. O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.

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