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Dados do IBGE comprovam que Goiás é o maior produtor de tomate industrial
do País. De uma área plantada nacionalmente em torno de 19.000 hectares,
este Estado é responsável por 14 mil hectares e produção de cerca de 900
mil toneladas. A produtividade média é de 87 toneladas/hectare, com
alguns produtores alcançando até 120 toneladas por hectare. Em segundo
lugar estão São Paulo, que na safra 2009 cultivou 3.000 hectares, e
Minas Gerais 1.000.
Como matéria-prima para as indústrias processadoras de derivados, o tomate
para processamento representa a atividade principal geradora de renda
para um grande número de produtores, tornando-se significativa fonte de
renda regional.
Época de Plantio
Segundo informações da Embrapa Hortaliças, o tomate para processamento
industrial deve ser preferencialmente plantado em épocas ou em locais de
pouca precipitação pluvial e baixa umidade relativa do ar.
No oeste do Estado de São Paulo, o plantio é recomendado de fevereiro a
meados de junho. Plantios antecipados (janeiro), embora comumente
realizados nessa região, podem ser prejudicados por excesso de chuvas
que propiciam a ocorrência da mancha-bacteriana.
Nesse caso, devem-se utilizar cultivares mais tolerantes a essa bacteriose
e um maior espaçamento entre plantas. Plantios mais tardios
(junho/julho) sujeitarão a lavoura a chuvas durante o período de
colheita e a maiores infestações de traça-do-tomateiro, prejudicando a
qualidade do produto.
Na Região Centro-Oeste, os plantios podem ser iniciados na segunda
quinzena de fevereiro, podendo estender-se até meados de junho. Em
fevereiro, os plantios são dificultados pela alta incidência de chuvas
no período.
Utilizando-se o sistema de produção de mudas em ambiente protegido para
posterior transplante, é possível antecipar o início dos plantios no
campo. Entretanto, em anos chuvosos, o uso das máquinas de transplante
de mudas fica prejudicado, dificultando a antecipação dos plantios.
Escolha da área e preparo do solo
As propriedades químicas, físicas e biológicas dos solos devem ser
consideradas antes da decisão de se efetuar os plantios, devendo-se
evitar áreas que tenham possibilidade de encharcamento, com topografia
muito irregular e que apresentem manchas ou bancos de areia, cascalho ou
pedras.
Quanto aos aspectos biológicos, é importante evitar áreas com presença de
patógenos. Para isso, deve-se recorrer ao histórico dos plantios
anteriores, alertando-se para a ocorrência de nematoides formadores de
galhas, mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), murcha de
estenfílio, murcha de fusário e murcha bacteriana.
Deve-se também evitar o plantio em áreas próximas às ocupadas com outros
cultivos, onde possa ocorrer a reprodução de insetos, tais como
mosca-branca, tripes e pulgões, prevenindo-se contra seus danos diretos
ou indiretos (vetores de viroses).
O excesso de restos culturais ou de plantas voluntárias diminui a
eficiência dos equipamentos utilizados no preparo do solo, resultando na
necessidade de realizar repetidamente algumas operações, tendo como
consequência o alto movimento de máquinas, elevação dos custos e solos
irregularmente preparados.
Uma das formas de reduzir o volume dos restos culturais consiste em passar
uma grade aradora e aguardar o período de pelo menos quinze dias, para
que ocorra a decomposição parcial do material. Outra opção é realizar
uma roçagem e o enleiramento dos restos vegetais.
Quanto às propriedades físicas do solo, deve-se, sempre que possível,
escolher áreas com solos leves, ou seja, com boa distribuição das
frações granulométricas (areia, silte e argila), profundos e permeáveis.
Antes de se iniciar a operação de preparo do solo, deve-se verificar a
presença ou não de camadas adensadas. A presença e a profundidade dessas
camadas adensadas são detectadas por sondagens com penetrômetros ou pela
abertura de trincheiras. Deve-se também coletar amostras de solo para
análise química. A aplicação de calcário, se necessária, deve ser feita
dois meses antes do plantio e no período em que ainda ocorram chuvas.
Quando a dosagem de corretivo recomendada for superior a 2 t/ha, a calagem
deve ser dividida em duas aplicações, sendo a primeira antes da aração,
e a segunda, após a primeira gradagem. Quando o solo apresentar pH acima
de 5,0, a correção é complementar e o corretivo pode ser aplicado de uma
só vez e incorporado.
A salinidade, ou concentração de sais solúveis no solo, avaliada pela
condutividade elétrica, deve merecer atenção especial, principalmente em
regiões onde a água de irrigação apresenta alta concentração de sais. O
solo é considerado salino quando apresenta condutividade elétrica
superior a 4 ds/m-1. Irrigação adequada e boa drenagem evitam
o acúmulo de sais.
Existem várias opções de preparo do solo, e a escolha depende da
disponibilidade de equipamentos, da textura, do grau de compactação do
solo e do sistema de plantio.
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