Revista Campo & Negócios - Ano VII - Nº 81| Revista Campo & Negócios HF - Ano V - Nº 54
Campo e Negócios
C&N Online
Serviços Especiais
Da Revista
Agenda

19 e 20 de novembro

4º ENCONTRO BRASILEIRO DE HIDROPONIA
Florianópolis – SC
Tel: (48) 3028- 9052
www.encontrohidroponia.com.br

24 a 26 de Novembro

X SEMINÁRIO NACIONAL DE MILHO SAFRINHA

Rio Verde/GO
www.milhosafrinha.com.br

>> Todos Eventos

Campo e Negócios
Reportagem Especial << voltar|Página Inicial

Tomate industrial destaca Goiás como maior produtor

 

Dados do IBGE comprovam que Goiás é o maior produtor de tomate industrial do País. De uma área plantada nacionalmente em torno de 19.000 hectares, este Estado é responsável por 14 mil hectares e produção de cerca de 900 mil toneladas. A produtividade média é de 87 toneladas/hectare, com alguns produtores alcançando até 120 toneladas por hectare. Em segundo lugar estão São Paulo, que na safra 2009 cultivou 3.000 hectares, e Minas Gerais 1.000.

Como matéria-prima para as indústrias processadoras de derivados, o tomate para processamento representa a atividade principal geradora de renda para um grande número de produtores, tornando-se significativa fonte de renda regional. 

Época de Plantio 

Segundo informações da Embrapa Hortaliças, o tomate para processamento industrial deve ser preferencialmente plantado em épocas ou em locais de pouca precipitação pluvial e baixa umidade relativa do ar.

No oeste do Estado de São Paulo, o plantio é recomendado de fevereiro a meados de junho. Plantios antecipados (janeiro), embora comumente realizados nessa região, podem ser prejudicados por excesso de chuvas que propiciam a ocorrência da mancha-bacteriana.

Nesse caso, devem-se utilizar cultivares mais tolerantes a essa bacteriose e um maior espaçamento entre plantas. Plantios mais tardios (junho/julho) sujeitarão a lavoura a chuvas durante o período de colheita e a maiores infestações de traça-do-tomateiro, prejudicando a qualidade do produto.

Na Região Centro-Oeste, os plantios podem ser iniciados na segunda quinzena de fevereiro, podendo estender-se até meados de junho. Em fevereiro, os plantios são dificultados pela alta incidência de chuvas no período.

Utilizando-se o sistema de produção de mudas em ambiente protegido para posterior transplante, é possível antecipar o início dos plantios no campo. Entretanto, em anos chuvosos, o uso das máquinas de transplante de mudas fica prejudicado, dificultando a antecipação dos plantios. 

Escolha da área e preparo do solo  

As propriedades químicas, físicas e biológicas dos solos devem ser consideradas antes da decisão de se efetuar os plantios, devendo-se evitar áreas que tenham possibilidade de encharcamento, com topografia muito irregular e que apresentem manchas ou bancos de areia, cascalho ou pedras.

Quanto aos aspectos biológicos, é importante evitar áreas com presença de patógenos. Para isso, deve-se recorrer ao histórico dos plantios anteriores, alertando-se para a ocorrência de nematoides formadores de galhas, mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), murcha de estenfílio, murcha de fusário e murcha bacteriana.

Deve-se também evitar o plantio em áreas próximas às ocupadas com outros cultivos, onde possa ocorrer a reprodução de insetos, tais como mosca-branca, tripes e pulgões, prevenindo-se contra seus danos diretos ou indiretos (vetores de viroses).

O excesso de restos culturais ou de plantas voluntárias diminui a eficiência dos equipamentos utilizados no preparo do solo, resultando na necessidade de realizar repetidamente algumas operações, tendo como consequência o alto movimento de máquinas, elevação dos custos e solos irregularmente preparados.

Uma das formas de reduzir o volume dos restos culturais consiste em passar uma grade aradora e aguardar o período de pelo menos quinze dias, para que ocorra a decomposição parcial do material. Outra opção é realizar uma roçagem e o enleiramento dos restos vegetais.

Quanto às propriedades físicas do solo, deve-se, sempre que possível, escolher áreas com solos leves, ou seja, com boa distribuição das frações granulométricas (areia, silte e argila), profundos e permeáveis.

Antes de se iniciar a operação de preparo do solo, deve-se verificar a presença ou não de camadas adensadas. A presença e a profundidade dessas camadas adensadas são detectadas por sondagens com penetrômetros ou pela abertura de trincheiras. Deve-se também coletar amostras de solo para análise química. A aplicação de calcário, se necessária, deve ser feita dois meses antes do plantio e no período em que ainda ocorram chuvas.

Quando a dosagem de corretivo recomendada for superior a 2 t/ha, a calagem deve ser dividida em duas aplicações, sendo a primeira antes da aração, e a segunda, após a primeira gradagem. Quando o solo apresentar pH acima de 5,0, a correção é complementar e o corretivo pode ser aplicado de uma só vez e incorporado.

A salinidade, ou concentração de sais solúveis no solo, avaliada pela condutividade elétrica, deve merecer atenção especial, principalmente em regiões onde a água de irrigação apresenta alta concentração de sais. O solo é considerado salino quando apresenta condutividade elétrica superior a 4 ds/m-1. Irrigação adequada e boa drenagem evitam o acúmulo de sais.

Existem várias opções de preparo do solo, e a escolha depende da disponibilidade de equipamentos, da textura, do grau de compactação do solo e do sistema de plantio.


Para ler esta matéria na íntegra clique aqui
 

 
Todos os direitos reservados. ® – Todos os direitos autorais são de propriedade de Agro Comunicação Ltda – Reprodução somente com a citação da fonte.
Revista Campo & Negócios
- Rua Bernardino Fonseca, n° 88 - B. Altamira - Uberlândia-MG CEP 38.400-220 PABX (34) 3231-2800.
Desenvolvimento InfoMatos.