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Uma muda de seringueira de boa qualidade é aquela produzida de acordo com
as normas de produção e os padrões de identidade e qualidade
estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(MAPA). O engenheiro agrônomo e coordenador de Sementes e Mudas do MAPA,
José Neumar Francelino, explica que estas normas estabelecem quem pode
produzir e de que forma as mudas de seringueira devem ser produzidas,
identificadas e comercializadas para que possa ser garantida sua
identidade e qualidade.
Portanto, uma muda de boa qualidade deve ser produzida por agricultores
inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas - RENASEM, em
viveiros registrados no órgão de fiscalização da Unidade da Federação
onde estiverem instalados e sob a supervisão de um responsável técnico
do produtor, em todas as suas etapas de produção.
Ainda segundo Neumar, o usuário de mudas de seringueira não deve adquirir
mudas que não sejam produzidas por aqueles que não se enquadrem nas
exigências do Sistema Nacional de Sementes e Mudas (Lei nº. 10.711, de
05 de agosto de 2003, Decreto nº. 5.153, de 23 de julho).
Como
o produtor deve avaliar as mudas?
Para o doutor em Agronomia e pesquisador da Embrapa Transferência de
Tecnologia, Ailton Vitor Pereira, é difícil para o produtor fazer essa
avaliação, principalmente o principiante no plantio de seringueira, pois
existem vários tipos de mudas passíveis de comercialização. Como
exemplos existem as mudas em recipiente ou de raiz nua, muda com enxerto
brotado ou ainda dormente e cultivares enxertadas, todas podendo
apresentar diferentes idades e portes.
Portanto, aconselha o pesquisador, o produtor deve exigir o “termo de
conformidade da muda” assinado pelo responsável técnico do viveiro
(ambos inscritos no RENASEM) em anexo à nota fiscal de venda. “Esse
termo de conformidade representa o certificado de garantia de que as
mudas foram produzidas, embaladas e comercializadas segundo os padrões
estabelecidos pela IN 29”, aponta.
Investimentos
O custo de formação do seringal pode variar de produtor para produtor em
função do nível tecnológico adotado, do custo da terra, do nível de
fertilidade do solo e da necessidade de adubação e irrigação, bem como
da disponibilidade e do custo da mão-de-obra, das máquinas e
implementos, etc.
Em geral, informa Ailton Pereira, o custo de formação do seringal com bom
nível tecnológico está estimado em cerca de R$ 10 mil a R$ 12 mil por
hectare até o início da extração de borracha (6 - 7 anos), sendo 50%
desse total no preparo da área, plantio e cuidados no primeiro ano e os
50% restantes nos anos seguintes.
Resultados de campo
Os resultados obtidos em campo também variam de região para região e de
produtor para produtor, em função das condições de clima e solo, dos
clones cultivados e das práticas de manejo e sangria adotadas.
A extração de borracha começa quando cerca de 50% das plantas atingem pelo
menos 45 cm de circunferência a 1,2 m do solo, o que ocorre entre seis e
oito anos após o plantio e se estende por mais 20 a 30 anos de vida
útil.
Em se tratando de áreas aptas à heveicultura, cultivadas com clones e
manejo adequados, diz Ailton Pereira, a produção esperada de coágulo por
hectare é de 1.500 kg no 1º ano de sangria, 2.000 kg no 2º ano, 2.500 kg
no 3º ano e de 3.000 kg ou mais do 4º ano em diante.
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