|
Roberto Barretto Dias Filho
Engenheiro agrônomo e consultor em floricultura
(19) 3986-3252 / (19) 8122-7995
robarret@convex.com.br
O
tango, originário da América do Norte, é composto por flores normalmente
utilizadas em arranjos florais, comercializadas principalmente como flor
de corte. Atinge entre 0,80 cm a 1,0 m de altura. Seu nome científico é
Solidago sp. e é pertencente à família das Asteráceas. É uma
espécie cultivada em canteiros, à semelhança de outras ornamentais de
corte como o crisântemo.
No Brasil, esta planta é cultivada nos Estados de São Paulo, Ceará, Minas
Gerais, Paraná e Santa Catarina, destinada ao mercado de flores de
corte, sendo largamente utilizada em arranjos.
Na Europa e China esta planta está sendo considerada como invasora,
relacionada inclusive com reduções significativas na produtividade de
pomares cítricos. Em Shangai é citada como responsável pela extinção de
30 espécies de plantas nativas.
É tida como uma planta que pode ser explorada para obtenção de herbicidas
e com funções medicinais. Comercialmente temos também um híbrido obtido
do cruzamento entre Solidago hibriden e Aster ptarmicoides,
denominado Solidaster luteus, que é empregado em maior quantidade
na comercialização.
Rentabilidade
A
rentabilidade média obtida por metro quadrado de canteiro é de
aproximadamente 100 hastes, sendo realizadas aproximadamente cinco
colheitas a partir de 70 dias após o plantio dos rizomas no solo. O
preço do produto pode variar muito, dependendo do volume ofertado, época
do ano, entre outros.
Atualmente, os preços pagos ao produtor por haste de um produto de alta
qualidade estão em torno de R$ 0,20, o que gera uma renda bruta de R$
20,00/m² por ciclo. O número máximo de ciclos por ano que podem ser
obtidos de forma artificial são quatro, o que gerará um retorno bruto de
R$ 80,00/m².
A maior parte do custo de produção está entre colheita, embalagem e
comercialização, que varia muito entre os produtores. Aspectos como
frete até o ponto de comercialização, coxos com água e embalagens
plásticas para demonstração do produto respondem por aproximadamente 80%
dos gastos com esta cultura. O restante diz respeito à produção da
planta no campo.
Exigências de cultivo
É uma planta bastante exigente em luz, sendo encontrada em sua forma
nativa na América do Norte em áreas desmatadas ou sub-bosques mais
ralos. Tem um sério problema de inibição da germinação de diversas
espécies, inclusive a si própria, sendo desta forma aconselhável fazer
uma boa rotação de culturas nos canteiros destinados à produção desta
planta.
Não é muito exigente em relação à fertilidade de solo, sendo possível seu
cultivo na maior parte dos solos existentes nas áreas agricultáveis do
Brasil. Tem uma exigência média em termos de quantidade de água, não
tolerando, entretanto, áreas alagadas ou solos muito mal drenados.
Manejo
Aproximadamente 20 dias após o plantio das estacas previamente enraizadas
é feita uma poda que visa uniformizar os tamanhos das hastes a serem
colhidas. Após esta poda são emitidas entre três a quatro hastes por
planta, as quais serão colhidas aproximadamente 70 a 90 dias depois.
São plantas que florescem naturalmente em dias curtos e são induzidas ao
florescimento quando cultivadas em dias longos, sendo necessário
iluminar os canteiros durante a fase vegetativa. Para o cálculo da
quantidade aproximada de luz, considera-se um bom nível de iluminação 20
W/m².
Para chegar a esta quantidade de luz aplicada, basta somarmos as potências
das luzes utilizadas na área do canteiro e dividirmos pela área ocupada
por ele. As plantas no canteiro devem receber ao redor de 16 horas de
luz para ter um bom crescimento vegetativo e induzirem uma haste
vendável de boa qualidade.
A luz deve ser mantida entre a primeira poda ou colheita do canteiro até
que as hastes atinjam aproximadamente 40 cm de altura. Nesta condição as
plantas acabam por induzir 100% das hastes emitidas.
Para ler
esta matéria na íntegra clique aqui
|