Alta produtividade e rentabilidade com o uso de nutrição especial em cereais

Crédito Valagro

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Estima-se que em 2030 sejamos 8,3 bilhões de habitantes no mundo, segundo a Organização de Agricultura e Alimentação (FAO). Isso demandará 60% mais comida, 50% mais energia e 30% mais água do que conseguimos obter hoje.

 O aumento da população é muito maior do que o aumento do rendimento por hectare de alimentos. Com isso, os produtores começaram a buscar novas soluções que aumentem sua produtividade para atender à demanda global.

O pacote básico de compras de um produtor se limita a agroquímicos, sementes e NPK, o que garante um rendimento de colheita mínimo comparado ao máximo potencial produtivo que aquela cultura pode gerar.

A indústria, até agora, tem focado no controle de pragas e proteção de cultivos. O efeito médio de doenças e pragas no rendimento tem sido cerca de 48-50%, globalmente.

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Nutrição especial

O conceito de nutrição especial é basicamente sobre como melhorar a tolerância da planta ao estresse biótico e abiótico, tornando possível a máxima performance produtiva.

A produtividade é afetada negativamente por estresses ambientais, como a seca e salinidade (estresse abiótico). Se você é capaz de aumentar a capacidade de uma planta para tolerar o estresse, há um grande potencial de dobrar o rendimento.

Os produtores que integram o pacote básico com micronutrientes e produtos de nutrição especial podem chegar a um incremento de produtividade de até 70% a mais do que se fizer apenas o trivial.

Devido às suas características específicas, bioestimulantes hoje desempenham um papel cada vez mais importante na agricultura tradicional, como um complemento aos adubos e agroquímicos, bem como as práticas agronômicas de culturas em geral. Eles, na verdade, são perfeitamente compatíveis com as mais avançadas técnicas de cultivo.

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Alta produtividade em cereais

O cultivo de cereais representa 781 milhões de hectares em área cultivada no planeta. Tais culturas incluem soja, milho, trigo, arroz, girassol e algodão. O cultivo de cereais é um sistema intensivo utilizado para obter rendimentos elevados, e empregam quantidades elevadas de fertilizantes orgânicos e minerais.

Considerando-se isso, e a diminuição da área de terra arável, torna-se crucial garantir alta produtividade e qualidade utilizando estratégias alternativas, como o uso de nutrição espacial de plantas.

Por meio da inovação e conhecimento, a Valagro desenvolveu um novo produto para o mercado de grandes culturas, chamado YieldON, que visa agregar de maneira sustentável o manejo dos agricultores, trazendo um maior retorno do investimento pelo aumento da produtividade.

Após uma rigorosa seleção de plantas e algas, foram selecionadas três famílias, devido ao alto teor de substâncias ativas presentes, resultando em um inédito produto no mercado.

As funções de YieldONsão garantidas pela nova fórmula proveniente de Fucaceae (algas), Chenopodiaceae e Poaceae. Ela é fruto da plataforma de tecnologia exclusiva GeaPower, baseada na combinação de metodologias de pesquisas fisiológicas avançadas no processo de desenvolvimento de produto.

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Pesquisas

Em especial no domínio da genômica e, especificamente, em relação ao estudo de respostas fisiológicas em culturas agronômicas de interesse comercial, como a soja e o milho, recorreu-se à inovadora técnica Next Generation Sequencing (sequenciamento genético de última geração), desenvolvido pela Valagro em colaboração com o instituto de pesquisa holandês Nsure.

Essas pesquisas auxiliam no estudo-base de inovação e eficácia do YieldON, aliado a um rigoroso processo de testes realizados em campo aberto, a nível internacional, com alguns dos melhores centros experimentais do mundo.

Em suma, YieldON é capaz de melhorar o transporte de açúcares e nutrientes, estimular a divisão celular, e no caso de culturas como a soja, o transporte de lipídeos. Estas funções da utilização do YieldON permitem obter um aumento significativo da produtividade.

Resultados

Segundo o gerente de cultura da Valagro, Murilo Moraes, YieldON já apresenta resultados positivos no Brasil. “Só na safra passada foram dois mil hectares no Brasil que usaram o fertilizante, divididos em 50 campos demonstrativos que a equipe acompanhou desde o começo. O resultado foi uma produção de cinco sacas a mais de soja por hectare em comparação ao campo sem o produto”.

Para a safra 2017/18 já estão previstos 100 mil hectares utilizando o produto em nível comercial. “Apesar de YieldONter sido lançado comercialmente apenas em maio de 2017, o desenvolvimento da fórmula e os testes de eficiência se estenderam por dois anos”, diz Moraes.

YieldON também vem sendo testado na cultura do milho. Experimentos realizados por instituições de pesquisa, como aSeeds (RS), e a Universidade de Rio Verde (UniRV, GO), atestaram um aumento de produtividade de 13 a 15% em relação aos padrões normais de cultivo.

A UniRV, por exemplo, obteve 29 sacas a mais de milho por hectare, com um lucro estimado em R$ 500 reais por hectare ao produtor, descontando o preço do produto aplicado.

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